Sexta-feira, Setembro 22, 2006
AHAM, A VIDA ARRANHA.
Eu tinha todos vivendo dentro de mim e agora não tenho mais nenhuma história para contar. A ebulição se foi, e as histórias todas me escaparam. O fato é que eu não sou mais quem deveria ser e sinceramente, não sei se gosto dessa pessoa nova.
Pai nosso que estais nos Céus,
Poderia eu, humana assim, sair da minha carne decomposta e viver dentro da minha própria pele novamente?
Pai nosso que estais nos Céus,
Três Madalenas não são suficientes para enxugar meu rosto.
Pai nosso que estais nos Céus,
Arranque essa paz do meu peito.
Já não basta não ter vivido cem vezes antes, e nem basta mais, não viver cem vezes depois. Está tudo tão quieto, esse silêncio dentro de mim:
Sufoca
Afoga
Apodrece
Nunca um tanto não sentir nada e agora, Eu, o nada todo de uma vez.
Vem aqui. Senta do meu lado. Me desperte devagar, que eu juro:
Por
Duas
Preces.
Posted 4:50 PM by RENATA CORRÊA