Terça-feira, Novembro 29, 2005
Aquilo que seria: Estou
O real é: Corpo
Acontece a soma desesperada: Habito.
E o resto é história.
Posted 3:57 PM by RENATA CORRÊA
Sexta-feira, Novembro 25, 2005
CENAS DOS PRÓXIMOS CAPÍTULOS
", mas já foi-se o tempo, e caso eu viesse a dizer coisas bonitas (eu tenho mãos, eu tenho estrelas!), ninguém mais poderia me acreditar, afinal, nunca fui belo e ainda mais, nunca apreciei de verdade toda essa simetria.
Naquele tempo encontrei-a deitada no assoalho, nua. E foi o suficiente de embriaguez para que nunca, nada mais me fosse o suficiente."
Pequeno fragmento do texto da edição onze do Aquele, que vai ao ar dia 1º de dezembro.
Posted 8:44 AM by RENATA CORRÊA
Quarta-feira, Novembro 23, 2005
Momento Diário
Como eu sou estúpida!
Meu Deus, como sou estúpida. sinceramente, como eu me envergonho daquele imbecil na minha biografia, como alguém pode ser tão raso? Uma poça. Daquelas poças bem pocentas, que percebemos que é uma poça, e pessoa burra. Meu Deus, como eu sou estúpida. Na próxima encarnação quero ser casta como uma pedra.
Posted 12:59 PM by RENATA CORRÊA
Sexta-feira, Novembro 18, 2005
50´s ROCK II
E eu fui sua garota. Sou sua garota, yeah! Mas as coisas são difíceis, baby
Tudo é bonito, tão bonito que fica até difícil suportar
O som do meu rádio berra canções sobre nós dois
E eu não acordo, não acordo
Estar preso num sonho é ruim, sim, é. Estar preso nunca é bom
Tudo que vai acabar reluz!
E eu fui sua garota. Sou sua garota, yeah! Mas as coisas são difíceis baby
Como nunca foram.
Posted 7:05 PM by RENATA CORRÊA
Quarta-feira, Novembro 09, 2005
NOVEMBRO
Nesse hábito que a consumia, entregou tudo o que havia conseguido. Os despojos, piores não poderiam. Uma vez tentou abrir a porta; outra ainda, escancarar uma janela. Mas havia gritos de todo o tipo e um ruído como pano de fundo chegou a cegar.
Não tinha casa. Não dessas com Cep, número, bairro, que mora lá, e morou, vinte anos pra trás e mais uns dez pra frente ainda morará. Mas não sente o lugar, correm rápidas as paredes, ou até talvez os ajulejos dos banheiros, que mudam na batuta do arquiteto rosado-cabeludo. Uma grande luminária uma vez sorriu: Felicidade. Mas não ainda.
Durante a noite sonhava rompimentos, pela manhã, as janelas sem cortinas acordam. Muito sol, mas nada se vê, então... Melhor o banho dos começos.
Foi na semana das coisas postas que finalmente resolveu descer as escadas. Embaixo, fumaça e azul. Disseram: Vá até a esquina, e não sorria. Mentiu a esses. Foi até lá e de boca escancarada no meio do estômago soube.
Um ano depois, menos fumaça e mais azul. Cinzas eventuais, e um armário maior que o quarto pode suportar, testemunha: Agora existe um lar. E está em todo lugar.
Posted 1:48 PM by RENATA CORRÊA
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