MSN É.

Renata diz:
como não ser irônica com ele? ele tem a postura de um depositário de sarcasmo.
Danielle Vidigal não sabe, não quer saber e tem raiva de quem sabe diz:
Com certeza, mas acho que ele sempre é sincero, mas é justamente aí que está o problema: ele REALMENTE acredita nas coisas que ele fala....
Renata diz:
bah, mas ele é do tipo que se acreditamos no que ele diz, passa a ser mentira imediatamente. a sinceridade dele reside na nossa descrença.
Danielle Vidigal não sabe, não quer saber e tem raiva de quem sabe diz:
Talvez seja isso, talvez não. Não sei mesmo... Mas o fato é que ele REALMENTE acredita no que diz.
Renata diz:
(cara, o livro dos prazeres é realmente bom)
Danielle Vidigal não sabe, não quer saber e tem raiva de quem sabe diz:
MUITO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Renata diz:
mas o raduam, realmente, me arrebatou.
Renata diz:
e o pior:
Renata diz:
ele sempre parece tão sincero que dói.
Danielle Vidigal não sabe, não quer saber e tem raiva de quem sabe diz:
Eu acredito...

::

Gil diz:
ah, hoje tá o dia mais triste.
escuro, parece noite.
Gil diz:
tou aproveitando prá ficar triste também e escrever
um monte de coisas
Renata diz:
o que há de triste? é o tempo de dentro, ou o tempo de fora?
Gil diz:
o tempo de dentro estaria bom, mas molhou.
Gil diz:
sabe quando o dia é tão feio que te molha por dentro ?
Gil diz:
aí só dá as tristezinhas que a gente sempre tem, elas ficam gordinhas e dançarinas.

::

Eu quero um guarda chuva. Foi saturno ou foi a lua?




Posted 4:32 PM by RENATA CORRÊA


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Quem quiser me dizer coisas, mande um email. Quem quiser perguntar coisas, idem. Meu blog não é serviço de utilidade pública. Passar bem.
Posted 12:15 AM by RENATA CORRÊA


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Dona Olivia sem acento fez um pequeno projeto. escreveu metade de um conto e falou para alguns aventureiros: Termine se for capaz!
A minha parte está no Forsit e chama-se "Noir". Tem mulher fatal, detetives, relíquias, porto, quarto de hotel vagabundo. Vai lá.
Posted 10:01 PM by RENATA CORRÊA


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Viagens por lugares inexistentes da América, parte 1.

Existia uma mulher na Seara de Mattos. A única mulher. Deus sabe como é duro estar num lugar assim, onde se é, apenas. Para alguns, sublime. Para outros singular. Para alguns muitos, um buraco, depósito, melhor que as cabras por pura questão anatômica. Ainda assim havia quem prefiresse as amigas de quatro patas, afinal, tem coisas que nem a única mulher da Seara de Mattos faria.
Até que chegou, de veleiro, um Sr. muito bem apessoado, com maletas cheias de perfumes, pinturas, jóias e sedas. A Seara de Mattos era um lugar de gente humilde, que deitava-se antes das dez da noite e sendo avançada a hora, o Apessoadíssimo Sr. resolveu ficar numa pequena pensão. Reparou assustado, que ali na Seara não havia nenhuma mulher, menina ou adulta, o que fazia do conteúdo de suas maletas completamente inútil. Decidiu partir assim que o dia clareasse.
Chegada a manhã, lavou-se e penteou-se. Desceu as escadas com firmeza, mas com muita firmeza, tanta, que tropeçou, e voaram as sedas e as jóias por todo pátio. Com a pressa que sentia, o mascate precipitou-se escada abaixo, quando se deparou com a mulher, única na Seara.
Ela olhava com tal felicidade e cobiça para os objetos, que suas feições se iluminaram. Os olhos eram de tal luz, pareciam até piscar sem pálbebras, luz de natal fora de época, confete de papel alumínio. Nosso herói viajante, valente, passara por muitas cidades, mas nunca vira nada parecido. Caminhando até a mulher, fazia marcas de brasa onde os pés passavam. As mãos de tanto suar, criavam poças no chão, de onde surgiam peixes, quase que imediatamente.
Pressentindo o perigo, os homens da Seara começaram a se aproximar, para impedir que seu único bem feminino fosse roubado por alguém que usava água de colônia. Mas era tarde demais. Poça a poça, um mar foi criado, e um vento benfazejo trouxe o veleiro para perto da escada.
Foram então, embora da Seara, Estevão, o mercador e Lourdes, a mulher. Souberam depois que a Seara de Mattos aos poucos foi definhando, junto com seus homens. Casados ficaram, até o fim da vida e tiveram três filhos homens, o mais novo, com escamas de peixe na planta dos pés. Chamaram-no Isidoro. Isidoro casou-se com Ana Amélia e teve mais duas filhas Magalá e Ana Cecília, a mais nova perdeu-se num acidente de barco. Magalá não casou-se, mas engravidou, e dois gêmeos nasceram. Um sou eu, Camilo, que conto a história. E se quiserem ver as minhas escamas, herdadas de meus parentes distantes, podem entrar, pela módica quantia de quarenta centavos na tenda do Circo Camilo de Variedades Fantásticas, o maior sucesso da América, de ponta a ponta, sem enganações, nem recursos pirotécnicos que subestimem a inteligência do respeitável público.

Posted 12:21 AM by RENATA CORRÊA


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Será o que, esse sentir dor onde não se deve sentir nada?
Posted 4:06 PM by RENATA CORRÊA


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OS DEUSES

Tema da Danielle Vidigal para o Aquele #4. Edição linda, com o Tiago P.S como convidado. Vai lá.
Posted 11:19 PM by RENATA CORRÊA


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Aquele de quem lhe falei
Além do Umbigo
Asas de madeira
Áspero é o teu dia
Bebo sim
Bloco do eu sozinho
Cambalhotas de irrealidades
Diário-AVATAR
Fernando Flack
Forsit
Liberal libertário libertino
Meu Paredro
Metrolinguagem
Moacir Caetano
O passo que se apressa
Poetizar3
Porta Aberta
Post Scriptum
Renato para Senador!
Sentido-Abstrato
Se ferrou, madame!
Seu dinheiro de volta
Tatiana Vieira
Tequila Sun


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