DAS COISAS QUE SEMPRE ME PERGUNTO


Triste ver o tipo por que me tomam.
Sempre gostei de ver as luzes de freio dos carros refletidas na água enquanto chove. Por que o asfalto fica vermelho.
E se você parar pra prestar atenção, parece, que quando um carro está numa certa velocidade, e você dentro dele, numa via retilínea, parece que raios saem das luzes do poste e atingem o vidro.
Até hoje eu contei todos que eu vi. Desde criança.
Outras coisas acontecem.
Com telhados.
E janelas.
Com bichos não sei, nunca vi.
E com gente.
Mas com gente não tem a mínima graça.
E aquilo que eu nunca consegui, mas sempre pensei imaginar em tempo exato:
(Uma gota apenas, que foi atirada contra o vidro do último andar.)
Chegará íntegra ao chão?


Posted 2:20 PM by RENATA CORRÊA


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CASO FOSSE FEVEREIRO.

Pois é tudo e é tanto - expliquei, didática - que é como se fosse carnaval. E aí entrasse uma colombina amarelada, saída de um armário, e fosse chão de confete pisado depois da chuva, e cerveja derramada, é como se - mas isso é possível? - cheiro de centro da cidade fosse bom. Como se houvesse grito, empurra-empurra, e água gelada. Como gente que se prepara o ano inteiro pra isso.
São grandes absurdos, juro, juro, quantas vezes forem necessárias, para que você entenda, que pela primeira vez, nenhuma metáfora basta.

Posted 10:11 PM by RENATA CORRÊA


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PAUSA PUBLICITÁRIA

Enfim, enfim saiu o lendário Aquele de quem lhe falei! O e-zine de pessoas escrevinhadoras.
Somos nove por enquanto:
Gil Brandão
Danielle Vidigal
Chris O.
Nunes filho, o Moca
Alexandre Beanes
Vitor Leal Pinheiro
Abner Carrazzoni
Marpessa de Castro
e
Eu.
Além de um convidado especial.
O tema deste mês é o zero.
A editora, este ser vil que vos fala.
Espero que gostem.
Ah! O Layout é do Felipe Fernandes. Leiam, leiam. E opinem.
Outra coisa: Minha coluna é a número sete. Com texto inédito sobre... Ah, é sobre... Pediram pra eu não dizer sobre o que era. Mas é fácil descobrir.
Posted 4:33 PM by RENATA CORRÊA


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CARALHO!

Este blog fez um ano no dia 3/12 e eu não lembrei. Tô me sentindo uma mãe desnaturada. :(
Sim, existem coisas que eu não escreveria hoje, que estão nos arquivos, mas não vou tirar, por que fazem parte da história do M-E (que pretensão!). Existem posts dos quais me orgulho, e fiz 50 backups pra não perder, até copiei em papel. Desde de dez de 2003 foram duas indicações ao BON e alguns (poucos) amigos que só existem hoje por causa deste singelo espaço (Sr. R e Sr. Pinhão, thanks).
Obrigada a todos que visitam este blog despretensioso de literatices (muitas) e desabafos (esparsos). E sim, voltem sempre, a casa é de vocês, pode abrir a geladeira, mas por favor, nada de mijar de porta aberta.


Posted 9:42 PM by RENATA CORRÊA


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SEMPRE É SOBRE O TEMPO.

Não foi na hora marcada.
Em cada sapato apressado, em cada linha, mas como passa, o tempo, sem nenhuma piedade, e ao mesmo tempo, escarnece.
Perdi um chaveiro e dois grampos de cabelo. E não saberia disso, se não usasse de todos os artifícios para não vê-lo.


Posted 4:05 PM by RENATA CORRÊA


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Aquele de quem lhe falei
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André Gonçalves
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