Bela Brasília!

Ah, antes que eu me esqueça: Tudo aqui que não tem cor de tijolo, tem cor de papel reciclado.

Posted 8:36 PM by RENATA CORRÊA


Comments:


HUMORES

Sou quase tudo o que me deixam. Estou condicionada ao que devo, não ao que posso.
Fico indignada, mas às vezes, deixo-me levar pela sensação de impossibilidade, pois se avaliar bem, vejo que de fato, não há o que fazer.
Um dia, olhando você dormir, pensei o quanto e que tanto poderia. Só posso admirar o quanto o ritmo da sua respiração me diz. Mas eu? Só talvez. Do seu lado, apenas sem testemunhas, ou do seu lado quando fecho as malditas cortinas e finjo não ver seu medo, tão odioso aos meus olhos.
Sou quase tudo o que quero ser. E mesmo assim, me espanto com meus desejos. Sempre sei. Desejos outros que não pensados e planejados são quase falhas, desvios de conduta. Todos se aborrecem com minhas certezas. Mas continuo a afirmar que sei. Metas, caminhos, rigidez impossível para alguém que tanto fala em flexibilidade. Para os outros, e não para mim. A tolerância absoluta com o outro, esquece que a dona da condescendência também é passível de equívocos.
E eu? Andando sempre, fingindo o alvo. Esperando que faça algum sentido o pé ante pé. Mas não há. E cada vez mais em falso, e cada vez mais, e aos poucos (para não causar choque), desaparecendo numa rua qualquer, onde postes se apagam, onde as pessoas passam tranca nas portas.




Posted 4:05 AM by RENATA CORRÊA


Comments:


Tem um texto meu aqui e uma poesia que eu fiz quando tinha 15 anos aqui. Leiam a primeira e divirtam-se, leiam a segunda e gargalhem.
Posted 7:15 PM by RENATA CORRÊA


Comments:


DEPOIS DA TREPADA, ANTES DO SONO.

- Eu não sei por que.
- Por que o quê?
- Eu me canso. De tudo.
- De mim?
- Principalmente.
- Então eu posso ir embora?
- Não. Eu me canso ainda mais da sua ausência.
- Você vai ser sempre assim, estranho?
- Eu não quero dar menos a você.
- Sempre dói assim?
- Sempre.


Posted 11:03 PM by RENATA CORRÊA


Comments:


AGORA TÁ TUDO EXPLICADO.

E foi aí que descobri. Eu pendo para a esquerda. Um lado do meu quadril é mais baixo. Vai ver é por isso que sou tão tendenciosa, pensei. O ortopedista recomendou palmilhas que nuca uso. E às vezes, meus joelhos reclamam. Vai ver é por isso que me acostumei com a dor. Disseram que minha coluna iria sofrer. Poderia até mancar depois de um tempo, mas não aconteceu nada. Acho que vem daí a minha mania de achar que no fim, tudo se resolve. Sinto que meus pés começam a girar para o lado de dentro, bailarina ao avesso. Mas nunca ninguém percebeu. Vai ver que é por isso que não sei dançar.

Posted 4:47 PM by RENATA CORRÊA


Comments:


Optei pela superficialidade esta semana. Tá tudo tão bonito, escandalosamente bonito, como num filme em technicolor. Tá tudo tão simples, e tá tudo tão bom que começo a me entristecer de forma irreversível.
Posted 3:50 PM by RENATA CORRÊA


Comments:


PRIMEIRO BAILE

- E o que que a gente vai fazer agora?
- Não sei.
- Escolhe vai.
- Sua vez. Fui eu que te convidei para cá...
- Quer esticar? Dançar?
- Não sei dançar.
- Nem eu.
- Então por que chamou?
- Você tem cara de quem sabe. De que gosta.
- Eu gosto.
- De quê?
- De você.
- ...
- Desculpa.
- Não, tudo bem. Eu também.
- Também o quê?
- Gosto.
- De você?
- Não, de você.

Posted 3:26 PM by RENATA CORRÊA


Comments:


só para descontrair ou homem é um bichinho sensível, não?

- Você sempre usa alguma coisa vermelha, né?
(nossa, observador...) - Pois é. Não sei se é hábito, superstição, acaso...
- (rindo) Até de meia vermelha...
- (Ele tá me dando mole?) Ah! eu adoro aquela meia.
- (Interassadíssimo) E quando não tem nada vermelho?
- (Encerrando o assunto...) Eu tenho essa fitinha do senhor do Bonfim que é vermelha. Quebra um galho.
- (Extendendo a conversa, né, espertinho?) E quando arrebentar?
- Eu pinto as unhas...
- Deve ser essa pomba gira que anda do seu lado...

Como assim cara pálida??? Só pude rir. Que romântico, que sedutor o rapaz... Uma pomba gira... Tô emocionada. Quase me joguei no pescoço dele de tanto gosto. Nada contra religiões afro brasileiras, muito pelo contrário, acho a umbanda uma das coisas mais bonitas da nossa cultura. Agora, pomba gira? Nem para me comparar com um Orixá? Esse mundo tá mesmo perdido.


Posted 7:30 PM by RENATA CORRÊA


Comments:


Meu dia é rouco. Quer dizer, ele arranha. Tenta gritar, mas se interrompe, não consegue, no meio da frase
Posted 6:49 PM by RENATA CORRÊA


Comments:


desgosto (ô) sm. 1. Desprazer, desagrado. 2. Mágoa. 3. Aversão

Desgosto. A ausência de gosto. O reverso da reação. Não alivia, tampouco arde. Assim como boiar em água rasa, como sol de inverno na nuca, ou mesmo atravessar rua deserta na faixa de pedestres.
É o homem a esperar, o desgosto. É abrir os olhos, mas não levantar da cama. Fixar a visão nos dedos dos pés. Pode ser até a inércia, atuando no desejo.
O desgosto é a não coisa. A não dor, o não prazer. Ele não é extremista, não tem opinião própria, é como deixar-se levar pela mais frágil corrente - o derrubar-se no mais inocente impulso.

Posted 4:43 PM by RENATA CORRÊA


Comments:


Eu não gosto muito de postar coisas dinossáuricas ou que precisem de prévia explicação. Mas este poeminha tem uma história fofa, então ele é só pretexto.
O ano era 1996. Colégio, sabe como é. Tiago (vamos chamá-lo assim) era apaixonado por uma menina, chamada Clara. Tiago era tímido feito o diabo, e como nós nos conhecíamos fazia um tempinho, eu era uma espécie de confessionário pro pobrezinho. Ele não era bonito, mas até hoje é um dos caras mais bacanas e inteligentes que conheço.
Um dia eu caí na bobeira de falar pro Tiago escrever. Porra, se ele não conseguia, falar, que fizesse uma carta, horas! Todas as adolescentes são estupidamente românticas, ela ia adorar, afinal.
Recebi como resposta dele um "Pô, Rê, escreve aí pra mim então". Idiota como só, escrevi. Não só uma cartinha, como também essa pérola, intiltulada Clara não é minha com a qual eu presenteio meus 3,7 fiéis leitores:

Pula Dia
Dia Lua
Lua Clara
Clara Tua

Inútil dizer que eu estava numa fase poesia concreta da minha vida e que na Clara, o Tiago não deu nem beijo estalinho. Fiquei com um remorso danado, que durou enquanto durou a fossa dele. A culpa só podia ser minha! Só consegui me retratar de minha péssima ação como cupido, quando em 98, apresentei meu desolado amigo para a Bi.
A Clara nós nunca mais vimos. Reza a lenda que ela mora na Alemanha com a mãe, e que guarda em uma caixa todas as poesias de amor.
Posted 5:20 PM by RENATA CORRÊA


Comments:


O Mundo Estranho tá meio paradão, não por vontade minha, mas é que eu estou muito enrolada com todos os trabalhos que pintaram e o aviso prévio aqui na Estácio ainda não acabou. E para completar a zona é fim de semestre e mesmo que um bom C.R nessa faculdade seja mais fácil que roubar pirulito de criança, eu sou Nerd, é a vida, não há o que fazer quanto a essa característica tosca da minha personalidade.
Bom, quem quiser ler um pouquinho do que escrevo tem post meu no Umbigo e a Alice resolveu retomar de vez o Caprichos, o humor e a sacanagem na perspectiva feminina.
Em breve o M-E voltará ao normal, com os habituais posts diários (espero).

Posted 6:53 PM by RENATA CORRÊA


Comments:

Além do Umbigo
André Gonçalves
Anonymus
Áspero é o teu dia
Bloco do eu sozinho
Blog de autores
Blog em construção
Caneta de Saia
Caprichos & Relatos
Diário-AVATAR
Fernando Flack
Idéia não inicial
Liberal libertário libertino
Ménage a 3
Méris
Meu Paredro
Metrô Linguagem
O passo que se apressa
Peregrino Sábio dos Enganos
Poetizar3
Porta Pantográfica
Sentido-Abstrato
Seu dinheiro de volta
Underground sem face




designed by:
Abstract-Guitar Design

powered by
BLOGGER.COM.BR